Com a escalada da crise
envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), aliados do presidente do Senado,
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avaliam que ele vai esperar o resultado das
eleições para decidir sobre o impeachment de ministros.
Uma pessoa próxima a Alcolumbre
afirma que ele não vai ceder à pressão do bolsonarismo pela destituição de
integrantes da corte antes de saber quem será o próximo presidente da República
e os 54 novos senadores. Só a partir disso decidirá se abre um processo de
impeachment e contra quem.
No cenário atual, a chance de um
pedido de afastamento de um ministro do STF prosperar no Senado passou a ser
tratada como algo possível até por parlamentares que antes costumavam rechaçar
essa possibilidade.
O cálculo de Alcolumbre envolve
sua campanha pela presidência do Senado no ano que vem —que ocorre
tradicionalmente no primeiro dia de funcionamento do Congresso Nacional, em
fevereiro.
Alcolumbre, dizem aliados, sabe
que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes é a única moeda de troca
capaz de atrair o apoio de senadores bolsonaristas para ser reeleito. Por isso,
precisa entender exatamente qual será o peso do grupo no Senado após as
eleições.
O presidente do Senado é amigo de
Moraes e sempre se colocou contra a possibilidade de afastá-lo do cargo.
Políticos próximos a Alcolumbre dizem que a posição dele continua exatamente
igual. Parte do grupo reconhece, porém, que, a depender do perfil de senadores
que emergir das urnas, será difícil impedir a abertura de um processo.
O impeachment de Moraes se tornou
uma das principais investidas de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
após a condenação por tentativa de golpe.
Com informações da Folha de S.Paulo
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