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16 janeiro 2026

Moraes determina a transferência de Jair Bolsonaro para a Papudinha


Após seguidos pedidos da defesa de Jair Bolsonaro de ida para prisão domiciliar e autorizações concedidas para atendimento médico, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na quinta-feira a transferência do ex-presidente para uma sala no batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF) conhecido como “Papudinha”.


Ao ordenar a mudança da custódia, Moraes afirmou que o espaço permitirá condições “ainda mais favoráveis”, com ampliação do tempo de visitas de familiares e a realização livre de banho de sol e de exercícios em qualquer horário do dia.

 

As condições da superintendência da PF eram alvo de reclamações de familiares e aliados de Bolsonaro. Uma das críticas era sobre o barulho do ar-condicionado. Em sua decisão, Moraes afirmou que “as condições absolutamente excepcionais e privilegiadas” não transformam o cumprimento da pena do ex-presidente “em uma estadia hoteleira ou em uma colônia de férias”.

 

Sem YouTube

 

Na mesma decisão, Moraes autorizou que Bolsonaro receba assistência religiosa na prisão e participe de um programa de redução da pena por meio da leitura. Por outro lado, o ministro negou a solicitação feita pela defesa de acesso a uma televisão com acesso à internet (Smart TV) para assistir a vídeos no YouTube.

 

Ainda na decisão, Moraes passou o recado de que as condições em que Bolsonaro foi encarcerado são melhores do que as verificadas para presos comuns. O ministro destacou que há um “déficit estrutural de vagas, o que resulta em índices persistentes de superlotação e péssimas condições estruturais”.

 

“A excepcional concessão do cumprimento da pena definitiva em Sala de Estado Maior diferencia, independentemente de idade ou condição de saúde dos demais, o custodiado Jair Messias Bolsonaro dos 384.586 condenados que cumprem pena privativa de liberdade em regime fechado”, escreveu.

 

Moraes elencou, então, “privilégios” que o ex-presidente recebeu já na superintendência da PF, como sala de Estado-Maior individual, televisão a cores, ar-condicionado, frigobar, médico da Polícia Federal de plantão 24 horas e autorização permanente de acesso de médico particular, entre outros.

 

O ministro considerou que há uma “sistemática tentativa de deslegitimar” a forma de cumprimento da pena e citou críticas de dois filhos de Bolsonaro, o senador Flávio e o ex-vereador Carlos.

 

Moraes afirmou que Carlos demonstrou “total desconhecimento da legislação de execução penal”, por ter reclamado da restrição de horário para visitas, e que Flávio fez “críticas infundadas às condições extremamente favoráveis”.

 

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