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25 fevereiro 2026

Caso Hytalo Santos: Justiça do Trabalho analisa denúncia por exploração e trabalho escravo


A Justiça do Trabalho marcou para 20 de março, em João Pessoa, a audiência sobre a denúncia contra o influenciador Hytalo Santos e o marido, Israel Vicente. Eles são réus por tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho em condições análogas à escravidão, após ação do Ministério Público do Trabalho.

 

A denúncia já foi aceita e tramita em segredo de Justiça. Segundo o MPT, a medida visa evitar a revitimização, pois o caso envolve violência contra crianças e adolescentes.

 

A ação trabalhista é diferente da esfera criminal, na qual Hytalo foi condenado a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel recebeu 8 anos, 10 meses e 20 dias, ambas as penas em regime inicialmente fechado.

 

O que aponta o MPT

 

De acordo com o Ministério Público do Trabalho, há indícios de que os menores eram levados a morar na residência do influenciador e submetidos a condições irregulares.

 

O órgão aponta as seguintes condutas:

 

Isolamento do convívio familiar;

Confisco de meios de comunicação;

Ausência de convívio social amplo;

Cerceamento da liberdade de ir e vir;

Rígido controle da rotina;

Agenda exaustiva de gravações, com privação de sono;

Ausência de remuneração;

Supressão da autonomia individual e financeira;

Coação psicológica;

Ingerência sobre identidade de gênero e orientação sexual.

 

Além disso, o MPT afirma que adolescentes foram expostos de forma sexualizada nas redes sociais, participaram de festas incompatíveis com a idade e tiveram imagens monetizadas. O órgão também cita a realização de procedimentos estéticos para potencializar o apelo sexual.

 

Sobre eventual consentimento de menores ou de seus pais, o MPT considerou o argumento “irrelevante”, alegando que adolescentes não têm condições de reconhecer a violência sofrida e que responsáveis estariam sujeitos aos benefícios do influenciador.

 

Bloqueio de bens pode chegar a R$ 20 milhões

 

Desde agosto, a Justiça do Trabalho da Paraíba determinou o bloqueio de veículos, empresas, bens e valores que podem alcançar até R$ 20 milhões pertencentes aos réus.

  

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