O novo índice da Fundação Getúlio
Vargas, que mede inadimplência, comprometimento da renda com dívidas e a
proporção de crédito considerado ruim atingiu 0,94, perto do maior patamar já
registrado.
Em março, o índice de
endividamento atingiu a máxima histórica, apontando que o brasileiro nunca teve
tantas dívidas. Cerca de 80,4% das
famílias brasileiras tinham dívidas em aberto, 29,6% tinham dívidas atrasadas e
12,3% não conseguiram pagar dívidas em atraso.
O governo federal planeja lançar
um programa de renegociação de dívidas para famílias de baixa renda, com
descontos de até 90%. Os pagamentos terão juros de 2% a 2,5% ao mês e cobrirão
dívidas bancárias, contas de água e luz. Os beneficiários poderão ser proibidos
de acessar bets ou créditos caros.
As apostas em Bets são os
principais aceleradores de endividamento, segundo um estudo do Instituto
Brasileiro de Executivos de Varejo e da FIA Business School. “0 padrão sugere
deslocamento de recursos de atividades produtivas e poupança de longo prazo para
apostas de retorno esperado negativo", afirma Claudio Felisoni, presidente
do Ibevar e professor da FIA Business School.
Especialistas avaliam que o
endividamento crescente faz muitos brasileiros buscarem trabalhos extras apenas
para pagar dívidas, mudando o perfil de consumo e comprometendo o orçamento
futuro. "Você está comprometendo com esse endividamento recorde, esse
super endividamento, o futuro das pessoas. Porque a inclusão pelo consumo, ela
é real."
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