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24 abril 2026

Brasileiros expõem desconforto com crédito caro e endividamento é recorde no país


O novo índice da Fundação Getúlio Vargas, que mede inadimplência, comprometimento da renda com dívidas e a proporção de crédito considerado ruim atingiu 0,94, perto do maior patamar já registrado.

 

Em março, o índice de endividamento atingiu a máxima histórica, apontando que o brasileiro nunca teve tantas dívidas.  Cerca de 80,4% das famílias brasileiras tinham dívidas em aberto, 29,6% tinham dívidas atrasadas e 12,3% não conseguiram pagar dívidas em atraso.

 

O governo federal planeja lançar um programa de renegociação de dívidas para famílias de baixa renda, com descontos de até 90%. Os pagamentos terão juros de 2% a 2,5% ao mês e cobrirão dívidas bancárias, contas de água e luz. Os beneficiários poderão ser proibidos de acessar bets ou créditos caros.

 

As apostas em Bets são os principais aceleradores de endividamento, segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e da FIA Business School. “0 padrão sugere deslocamento de recursos de atividades produtivas e poupança de longo prazo para apostas de retorno esperado negativo", afirma Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School.

 

Especialistas avaliam que o endividamento crescente faz muitos brasileiros buscarem trabalhos extras apenas para pagar dívidas, mudando o perfil de consumo e comprometendo o orçamento futuro. "Você está comprometendo com esse endividamento recorde, esse super endividamento, o futuro das pessoas. Porque a inclusão pelo consumo, ela é real."

  

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