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08 junho 2026

Presidente do TSE, Nunes Marques, suspende pesquisa com queda de Flávio Bolsonaro


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (8) a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação da pesquisa do Instituto AtlasIntel.

 

A pesquisa apontou, em maio, queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Com isso, apenas a empresa não poderá mais manter os dados em seus canais oficiais.

 

A divulgação do levantamento ocorreu após o vazamento de um áudio de uma conversa do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme sobre Jair Bolsonaro.

 

Para Kassio Nunes Marques, há indícios de indução para a contaminação das respostas, comprometendo a metodologia da pesquisa. A decisão individual do ministro deve ser levada a referendo do plenário do tribunal na sessão desta terça-feira (9).

 

Nunes Marques atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL). O partido alegou ao TSE que o questionário do instituto teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre o senador, criando uma narrativa acusatória.

 

Isso porque das 49 perguntas, 8 envolviam diretamente o Banco Master e foram apresentadas em sequência, influenciando a percepção dos entrevistados e não só medindo a percepção deles.

 

O instituto entrevistou 5.032 eleitores do Brasil de 13 a 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%.

 

O PL disse que houve uma progressão:

 

❎medo eleitoral;

❎comparação Lula x Flávio;

❎fraude financeira;

❎Banco Master;

❎Daniel Vorcaro;

❎conversas vazadas;

❎possível envolvimento direto;

❎impacto sobre voto;

❎enfraquecimento da candidatura;

❎retirada da candidatura.

 

E o áudio, segundo a legenda, não poderia ser usado na pesquisa porque não tem prova de autenticidade.

 

“Essa cadeia produz contexto, não mera medição. A pesquisa, da maneira heterodoxa em que formulada, pode criar, indevidamente, manchetes e narrativas de campanha baseadas em resultados obtidos após estímulo negativo. Isso desvirtua a função informativa da pesquisa eleitoral e permite que o instrumento de medição se converta em meio indireto de propaganda negativa”, argumenta o ministro.

  

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