O presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (8) a
retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação da pesquisa do Instituto
AtlasIntel.
A pesquisa apontou, em maio,
queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio
Bolsonaro. Com isso, apenas a empresa não poderá mais manter os dados em seus
canais oficiais.
A divulgação do levantamento
ocorreu após o vazamento de um áudio de uma conversa do senador pedindo
dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o filme sobre
Jair Bolsonaro.
Para Kassio Nunes Marques, há
indícios de indução para a contaminação das respostas, comprometendo a
metodologia da pesquisa. A decisão individual do ministro deve ser levada a
referendo do plenário do tribunal na sessão desta terça-feira (9).
Nunes Marques atendeu a um pedido
do Partido Liberal (PL). O partido alegou ao TSE que o questionário do
instituto teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre o
senador, criando uma narrativa acusatória.
Isso porque das 49 perguntas, 8
envolviam diretamente o Banco Master e foram apresentadas em sequência,
influenciando a percepção dos entrevistados e não só medindo a percepção deles.
O instituto entrevistou 5.032
eleitores do Brasil de 13 a 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto
percentual e o nível de confiança é de 95%.
O PL disse que houve uma
progressão:
❎medo eleitoral;
❎comparação Lula x Flávio;
❎fraude financeira;
❎Banco Master;
❎Daniel Vorcaro;
❎conversas vazadas;
❎possível envolvimento direto;
❎impacto sobre voto;
❎enfraquecimento da candidatura;
❎retirada da candidatura.
E o áudio, segundo a legenda, não
poderia ser usado na pesquisa porque não tem prova de autenticidade.
“Essa cadeia produz contexto, não
mera medição. A pesquisa, da maneira heterodoxa em que formulada, pode criar,
indevidamente, manchetes e narrativas de campanha baseadas em resultados
obtidos após estímulo negativo. Isso desvirtua a função informativa da pesquisa
eleitoral e permite que o instrumento de medição se converta em meio indireto
de propaganda negativa”, argumenta o ministro.
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