Morreu nesta segunda-feira, 14 de
setembro de 2026, em João Pessoa, o promotor de Justiça Marinho Mendes Machado,
aos 66 anos. Ele estava internado no Hospital da Unimed, na capital paraibana.
A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação das primeiras
informações sobre o falecimento.
Natural de Presidente Dutra, na
Bahia, Marinho Mendes nasceu em 15 de novembro de 1959. Formou-se em Direito
pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), em 1989, e antes de ingressar
no Ministério Público da Paraíba também atuou como oficial de Justiça avaliador
do Tribunal Regional do Trabalho. Ainda jovem, integrou o Exército Brasileiro,
onde permaneceu por cerca de 12 anos.
Marinho Mendes ingressou no
Ministério Público da Paraíba em 1994, após aprovação em concurso público.
Durante sua carreira, passou por diferentes comarcas e promotorias do estado,
entre elas Uiraúna, Boqueirão, Cabaceiras, Guarabira, Jacaraú, Pilar, Bayeux e
Pedras de Fogo. Em 2024, foi promovido, por antiguidade, ao cargo de 12º
promotor de Justiça de Campina Grande.
Ao longo de sua atuação no
Ministério Público, esteve envolvido em casos de grande repercussão e também
participou de debates e iniciativas relacionadas à defesa dos direitos humanos.
Sua atuação chegou a ter repercussão fora da Paraíba, incluindo participação em
audiência de comissão parlamentar da Câmara dos Deputados.
Marinho Mendes deixa quatro
filhos. Entre eles está Esdras Mendes, atleta de jiu-jitsu com títulos
nacionais e internacionais.
Com mais de três décadas
dedicadas ao Ministério Público da Paraíba, Marinho Mendes Machado deixa
registrada uma trajetória marcada pela atuação na área jurídica e pela
participação em questões de relevância social no estado.
O promotor de Justiça Marinho
Mendes Machado teve uma atuação marcante na comarca de Uiraúna, uma das
primeiras comarcas a receber o seu trabalho firme e focado na defesa dos
direitos sociais.
Sua ligação com o município foi
tão significativa que, após o seu falecimento, a Prefeitura de Uiraúna decretou
luto oficial em reconhecimento aos relevantes serviços prestados por ele à
comunidade jurídica e aos cidadãos locais.

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