Em uma democracia, o poder de
decidir os rumos de um município, de um Estado ou do próprio país não pertence
exclusivamente aos políticos. Está, antes de tudo, nas mãos do eleitor.
É o cidadão quem, diante da urna,
escolhe quem receberá a responsabilidade de governar, legislar e tomar decisões
que afetarão a vida de milhões de pessoas. Por isso, o voto não deveria ser
encarado apenas como um direito, mas também como uma grande responsabilidade.
Nenhum candidato chega ao poder
sozinho. Chega porque recebeu votos. E, quando o eleitor escolhe, está
delegando a alguém a responsabilidade de administrar recursos públicos, definir
prioridades e representar seus interesses.
Por isso, o eleitor precisa
compreender a força que possui. Não deve permitir que emprego, favor, promessa,
pressão política ou qualquer outra forma de constrangimento determine sua
escolha. Na democracia, o voto é livre e secreto.
O político passa. O mandato
termina. Mas as consequências de uma escolha permanecem por anos.
É por isso que, antes de apertar
a tecla verde, vale perguntar: quem está preparado? Quem tem compromisso com o
interesse público? Quem apresenta propostas? Quem possui um histórico que
merece ser conhecido e analisado?
No fim das contas, o poder de
transformar a realidade não começa no gabinete do prefeito, no Palácio do
Governo ou no Congresso Nacional.
Começa na consciência de cada
eleitor.
Porque quem escolhe os
governantes é o povo. E, em uma democracia, o futuro do Estado e do país também
é construído pelas escolhas feitas diante da urna.
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