O dono da pizzaria investigada
após a morte de uma mulher e o atendimento médico de cerca de 118 pessoas que
consumiram alimentos no local se pronunciou sobre o caso. Ele afirmou que está
colaborando com as investigações, disse que "não teve intenção de machucar
ninguém" e declarou que "não sabe o que aconteceu" com a comida
no estabelecimento. Veja acima.
Em um vídeo enviado ao Jornal da
Paraíba pela advogada Raquel Dantas, que representa Marcos Antônio, dono do
estabelecimento, ele disse também que lamenta a morte da mulher de 44 anos e
todo o transtorno causado para as pessoas que tiveram que passar por
atendimento médico.
"Quero salientar também que
jamais eu tive a intenção de machucar qualquer pessoa, prejudicar qualquer
pessoa. Porque eu sou jovem, tenho 24 anos e meu comércio é minha vida. Então,
jamais iria me sabotar, jamais iria prejudicar, porque tudo o que conquistei
foram seis anos de muita luta, muita renúncia e dificuldade. Minha última
intenção seria prejudicar justamente os clientes que dão meu sustento, que dão
meu pão", disse.
Após a morte e mais de 100
pessoas que tiveram que passar por atendimento médico, a Polícia Civil abriu um
inquérito sobre o caso para apurar eventuais responsabilizações. A Vigilância
Sanitária Municipal interditou o estabelecimento e a Agência Estadual de
Vigilância Sanitária da Paraíba (Agevisa) fez uma outra inspeção na pizzaria e
encontrou problemas como o pragas, insetos e alimentos mal acondicionados.
Sobre essas investigações, ele
afirmou que está colaborando com todos os órgãos citados e que também procura
entender como aconteceu o caso que levou essa quantidade de pessoas a procurar
atendimento médico.
"Eu estou colaborando com a
vigilância, fornecendo amostras, com a Polícia Civil também, que eles pediram
também, estamos enviando isso, estou entregando porque eu preciso da verdade.
(Estou colaborando) com a prefeitura também. Eu preciso da verdade para me
sentir bem", ressaltou.
No vídeo, a advogada que
representa o proprietário no caso disse que durante a "inspeção não foi
encontrado nenhum produto, nenhum material de manuseio para a fabricação das
pizzas, nada que estivesse fora da validade, nada que estivesse estragado".
Ela citou ainda que
"possivelmente pode existir, por exemplo, bactérias que não conseguimos
ver a olho nu" e reforçou que o cliente está à disposição para colaborar.
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