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18 março 2026

Estados negam pedido do governo Lula para reduzir ICMS sobre combustíveis


 

O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) rejeitou, nesta terça-feira (17), o pedido do governo federal para redução do ICMS sobre combustíveis e afirmou que a medida não garante queda no preço do diesel para o consumidor.

 

A manifestação ocorre após o presidente Lula (PT) zerar PIS e Cofins sobre o diesel e defender a adesão dos estados como forma de conter os impactos da crise no Oriente Médio sobre os combustíveis.

 

Em nota, o Comsefaz sustenta que não há evidência de que cortes de tributos sejam repassados ao consumidor final.

 

O mesmo argumento foi utilizado esta semana pelo secretário da Fazenda da Paraíba, Marialvo Laureano, em entrevista à CBN Paraíba. Segundo ele, parte relevante desse efeito acaba sendo absorvida na cadeia de distribuição e revenda, limitando o impacto nas bombas.

 

No documento, o Comitê afirma que nos últimos três anos o preço da gasolina caiu 16% nas refinarias, mas subiu 27% ao consumidor, sinal de que reduções de custo não necessariamente chegam ao bolso da população.

 

Recado à União

 

Sem mencionar diretamente o Palácio do Planalto, a nota também chama atenção para a diferença de capacidade fiscal entre União e estados.

 

Enquanto os entes subnacionais dependem fortemente do ICMS, o governo federal possui uma base de arrecadação mais diversificada, além de receitas relevantes do setor petrolífero, como dividendos da Petrobras.

 

Na prática, o recado é claro: não é razoável transferir, novamente, aos estados o peso de uma política de controle de preços que depende de fatores externos, como câmbio e mercado internacional.

 

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